Fases do Exercício – Cascade 2019

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Os exercícios são processos de aprendizagem, compostos por várias e distintas etapas. Servem para detetar falhas, aprender, imprimir correções e ajustamentos aos processos exercitados, contribuindo desta forma para um vasto processo de melhoria contínua, neste caso, na gestão de operações de proteção e socorro.

O Ciclo de um Exercício pode ser dividido nas seguintes fases principais:
• Planeamento
• Condução
• Avaliação
• Introdução de correções

O Planeamento de um exercício de proteção civil apresenta  as seguintes sub-etapas principais: • Definição da tipologia: natureza, finalidade e âmbito territorial • Definição dos objetivos • Identificação das entidades participantes • Definição das estruturas de direção e das estruturas auxiliares • Constituição da Equipa Central de Planeamento • Identificação e desenvolvimento dos cenários • Definição dos procedimentos de segurança • Elaboração do Plano de Comunicações • Identificação cronológica das fases do exercício • Agendamento e preparação das reuniões de planeamento • Preparação dos documentos de apoio • Desenvolvimento dos formulários para a avaliação • Identificação da Equipa de Avaliação

• Identificação da Equipa de Injetores

A fase de Condução é aquela em que o exercício propriamente dito se desenrola.
São injetados incidentes nos cenários à medida que o exercício se desenvolve, com vista a criar realismo e a imprimir os desejáveis níveis de dinamismo e devem ser identificados a montante do início do exercício (START EX). Trata-se de uma das mais importantes componentes de um exercício de proteção civil em matéria de simulação.

Durante a condução de um exercício, todas as mensagens associadas ao mesmo deverão ser precedidas pela expressão “EXERCÍCIO – EXERCÍCIO – EXERCÍCIO ”. Sempre que, no decurso de um exercício, surja uma situação real que carece de tratamento específico, todas as comunicações associadas à mesma deverão ser precedidas da indicação “NO PLAY – NO PLAY – NO PLAY”.
Sempre que haja necessidade de suspender o exercício, nomeadamente quando acontece um acidente real no âmbito do exercício em curso ou quando as entidades envolvidas se vêm confrontadas com uma situação real que as impeça de continuar a assegurar a participação, a comunicação a emitir será “ABORT – ABORT – ABORT”.

A Avaliação constitui-se como a terceira fase mas, na prática, desenrola-se também durante toda a condução do mesmo. É o processo avaliativo que decorre durante o exercício que permite a recolha dos dados e das informações que irão permitir proceder à avaliação final do mesmo.

É a avaliação que permite julgar o valor do exercício, o grau de realização das suas finalidades e objetivos, identificar dificuldades, tirar conclusões e, no final, estabelecer as necessárias recomendações. Após o final do exercício, é imprescindível a identificação de um momento específico exclusivamente dedicado à avaliação.

A introdução das correções identificadas durante a avaliação do exercício é a última fase, mas provavelmente uma das mais importantes.

Corrigir falhas e constrangimentos identificados e melhorar os processos de gestão de emergência são os objetivos mais importantes subjacentes à realização dos exercícios de proteção civil, e se não forem levados a efeito desvirtuam todo o propósito dos mesmos.

Assim, a entidade responsável pelo exercício deverá efetuar esforços para que os resultados alcançados se possam efetivamente traduzir numa melhoria dos processos testados.